Na construção civil, saber como medir o progresso e o desempenho de uma obra é essencial para garantir que o projeto seja concluído dentro do prazo, do orçamento e com a qualidade esperada. E é aí que entram os indicadores de desempenho.
Esses indicadores são ferramentas que ajudam a monitorar e analisar diferentes aspectos do processo construtivo, como a produtividade, a eficiência e a gestão de recursos. Eles servem como um termômetro para o andamento da obra e permitem ajustes rápidos quando algum processo não está seguindo o plano.
Neste texto, vamos explicar os principais indicadores de desempenho na construção civil, como aplicá-los corretamente e como eles podem fazer a diferença na gestão do seu projeto. Continue lendo e descubra como otimizar sua obra e garantir resultados de excelência!
O que são os Indicadores de Desempenho – KPIs?
Os Indicadores de Desempenho, ou KPIs (Key Performance Indicators), são ferramentas essenciais para medir o sucesso de uma empresa ou projeto, pois ajudam a avaliar se as metas estão sendo alcançadas.
Na construção civil, os KPIs permitem monitorar diferentes aspectos da obra, como custos, prazos e qualidade, e são fundamentais para garantir que a execução do projeto esteja alinhada com os objetivos estabelecidos.
Esses indicadores oferecem dados para tomar decisões informadas, otimizar processos e garantir que a obra saia dentro do orçamento e no prazo determinado. Em resumo, os KPIs são a bússola que guia o andamento da obra, permitindo ajustes rápidos e eficientes quando necessário.
O que são indicadores de desempenho na construção civil?
Indicadores de desempenho na construção civil são métricas que monitoram e avaliam a execução de um projeto. Eles ajudam os profissionais da área a medir a eficiência, a produtividade e a qualidade de cada etapa da obra, desde a mobilização até a entrega final.
Esses indicadores permitem que a equipe da obra monitore aspectos como:
- Custo: Como o orçamento está sendo cumprido, evitando desperdícios e ajustando custos quando necessário.
- Prazo: Se a obra está dentro do cronograma estabelecido ou se há atrasos.
- Qualidade: Garantindo que os processos e materiais atendam às normas de segurança e qualidade, evitando retrabalhos.
Ao implementar indicadores de desempenho, a construtora consegue ter um controle mais rigoroso sobre o andamento do projeto e tomar ações corretivas imediatamente caso algum problema surja, garantindo maior previsibilidade e eficiência ao longo de toda a obra.
4 índices e indicadores da construção civil
Indicadores de desempenho na construção civil são métricas específicas usadas para acompanhar e avaliar o progresso de um projeto em tempo real. Esses indicadores são essenciais para garantir que a obra seja concluída de acordo com os padrões de qualidade, dentro do orçamento e no prazo estabelecido.
Alguns exemplos de indicadores de desempenho na construção civil que podem ser utilizados incluem:
1. BDI (Budget Difference Income)
O BDI, em português significa: Benefícios e Despesas Indiretas. Além disso, ele é um elemento do orçamento que auxilia o profissional responsável pelo planejamento financeiro da construção civil a compor o preço de venda adequado considerando os custos indiretos.
Não só isso, mas também é importante ressaltar que esse não é um indicador absoluto, cada serviço ou obra precisa ter um BDI específico, porque as condições de cálculo e o preço de venda variam de acordo com cada caso.
Nos orçamentos, dois componentes estabelecem o preço final de um serviço: os custos diretos e o BDI.
A empresa incorre em custos indiretos, que não são incorporados ao produto final, mas ajudam a compor seu custo total. Esses custos incluem seguros, garantia, custo financeiro do contrato, administração central da empresa e tributos sobre a receita.
Já os custos diretos são aqueles que acontecem especificamente por causa da realização do serviço oferecido. Ou seja, todos os insumos inclusos em uma composição de custo unitário de serviço são considerados aqui.
O BDI auxilia as empresas a assegurar um bom custo global e a cobrir as despesas da administração central, impostos, garantias, custos financeiros, tributos e a margem de incerteza.
O cálculo do BDI é o seguinte:
BDI = ⎨[(1+ AC + CF + S + MI) / (1 – TM – TE – TF – MBC – G)] – 1 ⎬ x 100
Sendo que:
AI: A Administração Central divide os custos de funcionamento do escritório entre as obras que serão realizadas, ou seja, custos correspondem a 7% a 15% do faturamento anual quando ele é grande, ou a 10% a 20% quando o faturamento é pequeno.
CF: Custo financeiro, referente às condições de medição e pagamento do contrato e incluídos quando necessário devido ao desembolso da construtora ao longo da execução.
S: Seguros, previstos ou não no contrato, como as garantias de realização de terceiros, performance bond, entre outros.
G: Garantias de cumprimento de contrato, como o valor do caução, seguro garantia, custos de documentação em relação a elas, etc.
TM, TE e TF: Tributos Municipais, Estaduais e Federais, respectivamente, ISS, ICMS, PIS, COFINS, INSS, CSLL e IRPJ.
MBC: Margem Bruta de Contribuição, conhecida também como Lucro Bruto Previsto, é o valor definido por cada uma das empresas e que pode mudar de acordo com a proposta de preço, sendo, geralmente, baseada na situação do mercado de construção civil na hora de realizar o cálculo.
MI: Margem de Incerteza, que corresponde de 5 a 10% do valor, mas só empresas contratantes a considera, do contrário deve ser excluída do cálculo.
2. CUB (Custo Unitário Básico)
Já falamos aqui no blog sobre o CUB. Ele é o Custo Unitário Básico, ou seja, ele ajuda na estimativa dos custos principais de construção de um projeto. Por essa razão que ele é fundamental para a assertividade e precisão dos orçamentos de uma construtora.
O objetivo básico desse indicador é ajudar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como um parâmetro na determinação dos custos de uma construção. Além disso, é composto pelos preços de materiais e mão de obra, salários, equipamentos e despesas administrativas junto com uma amostra de empresas de construção.
Desse modo, o CUB se baseia em dois fatores muito importantes: o padrão de acabamento da obra e o projeto-padrão. O projeto-padrão estabelece o tipo de construção civil que iremos realizar, incluindo o número de dependências por unidade, de pavimentos e o total de unidades.
Além disso, nós determinamos o nível de acabamento como baixo, médio ou alto, representando o grau de refinamento da construção civil.
Para calcular o CUB é relativamente simples, basta seguir a fórmula:
CUB = (preço de materiais + mão de obra + preço de equipamento) / área construída
3. INCC (Índice Nacional de Custo da Construção)
O INCC, Índice Nacional de Custo da Construção, mede os gastos com obras de uma construção na planta. Além disso, existem diferentes formas de financiar empreendimentos imobiliários, sujeitas a juros, taxas e impostos.
O INCC, por exemplo, é uma taxa calculada mensalmente pela FGV para acompanhar o crescimento dos custos dos insumos em construções habitacionais.
Os compradores de imóveis em construção usam-no para ajustar as parcelas dos contratos. Além disso, calcula-se o índice a partir da média ponderada dos dados coletados em sete cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Recife e Belo Horizonte. Leva em conta quatro fatores: equipamentos, serviços, materiais e mão de obra.
Dividimos os preços dos materiais em três grupos: estruturais, acabamentos e instalações. A FGV levanta esses custos com base em orçamentos analíticos de empresas de engenharia civil, com 64 itens de mão de obra e 659 itens dos outros fatores.
O sistema de pesos considera as variações de custo entre as cidades e os tamanhos dos mercados de construção habitacional, ou seja, cada cidade tem um peso dado em percentual, totalizando cem.
Sendo assim, a principal vantagem do uso do INCC nas parcelas dos empreendimentos é a manutenção do poder de compra acordado com o cliente. O índice protege os valores do financiamento de imóveis na planta, evitando a inflação nos preços dos insumos ao longo da construção civil.
4. TCPO (Tabela de Composição de Preços para Orçamentos)
A TCPO, lançada em 1955, é um importante indicador da construção civil. A Pini, empresa de referência no setor, produz a tabela e fornece informações confiáveis aos engenheiros e construtores. Com dados relevantes para orçamentos, ela apoia as atividades profissionais.
No entanto, variações de custos e influências climáticas podem afetar as previsões de orçamento de obras. Mesmo com conhecimento e experiência, é impossível determinar a viabilidade de um projeto sem o acompanhamento fiel dessas informações confiáveis.
Assim, o papel da TCPO é fornecer informações que possibilitam determinar os gastos gerais de uma construção, ou seja, ele alimenta as bases de dados dos sistemas de gerenciamento usados nas obras.
Não basta apenas conhecer a TCPO, também é importante saber como ler. Uma das maiores vantagens desse indicador é a sua riqueza de informações que fica disponível para os projetos. Mas, para que elas sejam úteis, os gestores e engenheiros precisam saber como ter acesso de forma rápida e fácil.
Além disso, A TCPO é muito eficiente em seu método de categorização que conta com um código próprio dividido nas seguintes categorias: divisão, subdivisão, natureza do item, tipo e item.
Estruturam-se as casas em grupos diferentes e representam por pontos separando os números: 9 grupos na forma XXYYY.Z.W.KK, sendo cada um deles uma casa separada.
XX = Divisão
YYY = Subdivisão
Z = Natureza
W = Tipo
KK = Item
E o que é a produtividade na construção civil?
A produtividade na construção civil refere-se à quantidade de trabalho realizado em relação aos recursos utilizados, como tempo, mão de obra e materiais. Em termos simples, ela mede a eficiência da execução das atividades de construção.
Quanto maior a produtividade, mais trabalho é feito em menos tempo, com menos desperdício de recursos. A produtividade não está apenas relacionada ao volume de trabalho executado, mas também à qualidade do trabalho realizado.
A otimização de processos, o uso adequado dos materiais e o treinamento adequado da equipe são fatores cruciais para melhorar a produtividade.
Assim, ao monitorar a produtividade, as construtoras podem identificar gargalos, melhorar a eficiência e, consequentemente, reduzir custos, acelerar os prazos de entrega e aumentar a lucratividade do projeto.
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8 principais indicadores de produtividade na construção civil
A produtividade é um dos fatores mais críticos no sucesso de uma obra. Para medir a eficiência e identificar áreas de melhoria, a construção civil conta com diversos indicadores de produtividade.
Esses índices ajudam a garantir que os recursos estão sendo utilizados da melhor forma possível, promovendo uma obra mais eficiente e dentro dos parâmetros estabelecidos.
Vamos explorar agora os 8 principais indicadores de produtividade na construção civil, que ajudam a garantir resultados mais rápidos e rentáveis.
1. Relação entre atividades planejadas e concluídas
Esse indicador mede o quanto do que foi planejado realmente foi executado. Se o planejamento da obra prevê 100 atividades para serem realizadas em uma semana e, ao final da semana, 80 atividades foram concluídas, a relação entre atividades planejadas e concluídas será de 80%.
Esse indicador ajuda a entender o ritmo da obra e a identificar se há necessidade de ajustes no planejamento ou na execução para garantir o cumprimento dos prazos.
2. Número de inspeções
As inspeções de qualidade são essenciais para garantir que a obra esteja sendo realizada conforme as especificações e normas. O número de inspeções realizadas ao longo de uma obra é um bom indicador da produtividade, pois revela o nível de controle e atenção aos detalhes.
Um número elevado de inspeções pode indicar problemas de qualidade que exigem mais verificações, mas também pode ser um reflexo de um processo de controle rigoroso, essencial para garantir a qualidade final da obra.
3. Materiais desperdiçados e com defeito
A quantidade de materiais desperdiçados e com defeito pode afetar diretamente a produtividade da obra. Se precisam substituir ou descartar materiais devido a defeitos, isso não apenas aumenta o custo da obra, mas também atrasa a execução.
Monitorar esse indicador ajuda a identificar problemas na escolha dos materiais, no armazenamento, ou até mesmo na formação da equipe que manuseia os materiais, permitindo ações corretivas que aumentem a eficiência e diminuam desperdícios.
4. Atrasos dos fornecedores
O atraso na entrega de materiais ou equipamentos por parte dos fornecedores é um dos maiores vilões da produtividade na construção civil.
Para garantir que a obra não sofra interrupções, é fundamental acompanhar os prazos de entrega e verificar se os fornecedores estão cumprindo com o acordado. Caso contrário, é necessário agir rapidamente para minimizar os impactos desses atrasos no andamento da obra e evitar custos adicionais.
5. Falhas e retrabalhos
Falhas nos processos de construção ou erros de execução podem resultar em retrabalhos, o que afeta diretamente a produtividade da obra.
Esse indicador mede a quantidade de serviços ou etapas que precisam ser refeitas devido a erros cometidos na execução inicial. Quanto menor o número de retrabalhos, maior a produtividade, pois isso significa que as atividades estão sendo realizadas corretamente desde o início, evitando desperdício de tempo e materiais.
6. Acidentes de trabalho
Infelizmente, acidentes de trabalho são uma realidade no setor da construção civil, mas são um indicador direto de baixa produtividade. Cada acidente gera não apenas custos com saúde e segurança, mas também interrupções no andamento da obra.
A produtividade tende a cair sempre que um trabalhador se acidenta e precisa interromper o processo para atendimento médico e afastamento.
Minimizar esse tipo de incidente através de treinamento adequado e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é essencial para manter a produtividade alta e a obra segura.
7. Razão unitária de produção (RUP)
A Razão Unitária de Produção (RUP) é um indicador que mede a quantidade de trabalho produzido por unidade de tempo ou de recurso.
Em outras palavras, ela calcula quanto de uma atividade é realizada por hora trabalhada, ou seja, qual a eficiência de um trabalhador ou de uma equipe para executar determinada tarefa. Quanto maior a RUP, maior a produtividade da obra, já que a execução das atividades está sendo realizada de forma mais eficiente.
8. Consumo unitário de materiais (CUM)
O Consumo Unitário de Materiais (CUM) mede a quantidade de material utilizada por unidade de produção. Por exemplo, quanto de cimento é necessário para construir um m2 de parede ou quanto de aço usa-se para uma viga.
Esse indicador é importante para avaliar a eficiência do uso dos materiais e reduzir desperdícios. Se o consumo de materiais for excessivo, é um sinal de que os processos podem estar sendo mal executados, o que impacta negativamente na produtividade.
Como lidar com todos os indicadores da construção civil?
São muitos índices e indicadores da construção civil para lembrar e manter no radar. Por isso, é fundamental ter uma ferramenta que ajude sua construtora a organizar, controlar e otimizar todos esses números, sem se perder no meio de tantos dados.
Somente com uma gestão eficiente, baseada em indicadores claros e objetivos, você vai conseguir alcançar o sucesso nas suas obras e crescer no mercado.
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