PGRCC na construção civil: importância e quando é obrigatório

Amanda Gregio

Sabemos que as obras geram resíduos e boa parte deles pode ser reaproveitada, reciclada ou descartada corretamente, mas isso só funciona quando existe planejamento. É aí que entra o PGRCC, um documento que tem ganhado cada vez mais importância para construtoras, arquitetos, incorporadoras e profissionais que atuam na cadeia da construção. 

Além de atender à legislação ambiental, o PGRCC organiza o canteiro, reduz custos, melhora a sustentabilidade e evita multas. Por isso, neste conteúdo você irá entender como ele funciona e como o gestor consegue transformar um problema comum do setor, o descarte de resíduos, em um processo estruturado e vantajoso.

O que é um PGRCC?

PGRCC é a sigla para Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Trata-se de um documento técnico que define como os resíduos gerados por uma obra serão identificados, segregados, armazenados, transportados e destinados. Ele é fundamentado na Resolução CONAMA nº 307 e em legislações municipais que tratam do manejo de RCD (Resíduos da Construção e Demolição).

Na rotina, o PGRCC funciona como um roteiro de responsabilidade ambiental dentro do canteiro. Ele mapeia os tipos de resíduos (madeira, gesso, concreto, plástico, metais, embalagens etc.), define o fluxo operacional, registra as empresas responsáveis pelo transporte e comprova que o descarte foi feito em local licenciado.

Quando o PGRCC é obrigatório?

A obrigatoriedade pode variar por município, mas de forma geral, o PGRCC é exigido em obras que geram volume significativo de resíduos, como:

  • Construções novas;
  • Ampliações;
  • Reformas estruturais;
  • Demolições;
  • Movimentação de solo.

Diversas prefeituras só liberam alvará ou emissão de HABITE-SE mediante apresentação do PGRCC. Obras públicas e empreendimentos financiados por bancos (como Caixa Econômica) também exigem o documento. Ou seja, além de ser uma prática ambiental, tornou-se requisito legal e burocrático para viabilizar o projeto.

Quem pode emitir o PGRCC?

O PGRCC deve ser elaborado por profissional habilitado e registrado no conselho de classe, como arquiteto e urbanista (CAU) ou engenheiro (CREA), com emissão de ART ou RRT. Esse profissional responde tecnicamente pelo documento e garante que o plano atenda às exigências legais e ambientais do município.

É comum que construtoras contratem empresas especializadas para elaborar o plano e acompanhar a implementação, especialmente em obras maiores ou com fiscalização mais rigorosa.

Qual o valor de um PGRCC?

O valor varia conforme o porte da obra, localização e complexidade, podendo ir desde valores mais baixos em pequenas reformas até cifras mais elevadas em empreendimentos corporativos, residenciais multifamiliares e obras públicas.

Fatores que influenciam o preço:

  • Área construída;
  • Categoria da obra (construção, reforma, demolição);
  • Exigências legais do município;
  • Acompanhamento técnico necessário;
  • Volume estimado de resíduos.

Em alguns casos, o valor fica ainda mais alto quando há necessidade de gestão contínua, relatórios, visitas de campo e comprovação de destinação final.

PGRCC: qual é a importância?

A importância do PGRCC vai muito além da licença ambiental. Ele atua como ferramenta de controle, qualidade e estratégia dentro da obra. Seus impactos podem ser resumidos em três pilares:

Instrumento legal

O PGRCC atende à legislação ambiental, evita multas e garante conformidade com prefeituras, órgãos ambientais e entidades financiadoras. Em muitas cidades, sem ele não há aprovação de projeto ou liberação de obra.

Planejamento

O plano organiza o canteiro de obras e o fluxo de resíduos, diminuindo o improviso no dia a dia. Quando há segregação correta, transporte autorizado e registro de destinação, o gestor domina um processo que normalmente causa caos, sujeira e retrabalho.

Sustentabilidade

O descarte inadequado contamina solo, água e ocupa aterros de forma desnecessária. Com o PGRCC, os materiais passam a ser reciclados, reutilizados ou enviados a locais licenciados. Isso reduz o impacto ambiental e fortalece a imagem da empresa diante do mercado.

PGRCC: principais etapas

Embora cada prefeitura adote suas particularidades, o fluxo do PGRCC segue quatro grandes etapas:

Elaboração

Nessa fase o profissional responsável identifica o tipo de obra, estima o volume de resíduos, classifica os materiais gerados conforme CONAMA 307 e define como será feita a segregação, armazenagem e transporte.

Apresentação

O documento é apresentado à prefeitura, órgão ambiental ou entidade exigente. Para obras públicas ou financiadas, pode ser solicitado também em fase de licitação ou fiscalização.

Aprovação

Após análise técnica, o PGRCC pode ser aprovado, devolvido com correções ou recusado. Sem essa fase, muitas obras não conseguem avançar para execução ou obter licenças complementares.

Implementação

Durante a obra, o plano precisa ser colocado em prática: caçambas identificadas, triagem de materiais, registro de coleta, notas fiscais de destinação e acompanhamento técnico. Ao final, é comum apresentar relatórios de comprovação.

PGRCC: como o Obra Prima pode ajudar?

O PGRCC é uma demanda crescente na construção civil, e quem domina o processo ganha vantagem: obras mais limpas, clientes mais confiantes e menos problemas com fiscalização. 

A adoção de ferramentas de gestão faz o plano sair do papel e virar prática diária.

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