Mapa de risco na construção civil: passo a passo simplificado

O mapa de risco é muito importante para projetos da construção civil. Confira o passo a passo simplificado de como você pode criar esse documento.
Mapa de risco na construção civil: passo a passo simplificado
Mapa de risco na construção civil: passo a passo simplificado

O mapa de risco mostra onde estão todos os perigos de um ambiente para os colaboradores qualificados, entenda o passo a passo como produzir esse documento de forma simplificada. 

Esses trabalhadores qualificados precisam entender e aplicar o que está nele. 

E, apesar de parecer improvável que alguém pare para ler um laudo antes de entrar nos ambiente do canteiro de obras, esse não é um documento complexo difícil de interpretar. 

Na verdade, é um desenho feito sobre a planta do local, por isso, é uma representação bem visual e simples de assimilar. 

Agora que você já sabe o que é um mapa de risco, vamos entender o passo a passo de como criar esse documento. 

Como fazer mapa de risco: 4 passos simples!

Cada construtora precisa criar o seu próprio a partir das circunstâncias, mas, além disso, toda vez que o local da obra mudar, é necessário criar um novo mapa

Com esse passo a passo para fazer um mapa de risco vai ficar mais fácil para você e para os profissionais responsáveis produzirem o documento com uma boa qualidade:  

  1. Agrupar as informações sobre o ambiente;
  2. Conheça o processo de trabalho por ambiente;
  3. Identificar os riscos e encontrar medidas preventivas;
  4. Organizar as informações coletadas

Entenda melhor cada um desses passos para já começar a elaborar os seus: 

1. Agrupar as informações sobre o ambiente

Todas as informações são muito importantes e podem ajudar a apontar e determinar onde estão os riscos com uma maior precisão. Por isso, reúna tudo que você descobrir. E se faça algumas perguntas, como: 

  • Qual é o tipo de solo desse ambiente?
  • Existem barrancos ou desníveis perigosos na região? 
  • Materiais biológicos ou químicos prejudiciais à saúde estão presentes nesse terreno?
  • Esse local tinha qual finalidade antes da obra?

Entre outras que forem pertinentes…

Responder algumas perguntas como essas no primeiro momento pode fazer toda a diferença na elaboração do seu mapa de risco. 

2. Conheça o processo de trabalho por ambiente

Depois que você tiver conhecido bem o local em si, também é necessário entender bem o processo de trabalho que vai acontecer para conseguir apontar quais riscos ou não vão podem aparecer. 

Nesta etapa, vale pensar em diversos aspectos, como: 

  • Quantas pessoas vão circular por dia no ambiente?
  • Essas pessoas têm que idade? Qual treinamento? Quais atividades elas vão realizar?
  • O local será escavado? 
  • Máquinas pesadas ou compostos químicos vão ser usados ou guardados neste lugar? 
  • Será necessário fazer muitas instalações elétricas ou elementos afiados? 

Essas são algumas das perguntas importantes que você precisa fazer na hora de elaborar o seu documento. 

3. Identificar os riscos e encontrar medidas preventivas

Reunindo as informações coletadas nos passos anteriores, esse é o momento de identificar e detalhar os riscos em cada um dos ambientes da obra. 

Depois disso, os profissionais responsáveis vão ter boas condições de estabelecer as medidas necessárias para a prevenção dos riscos. 

Nesta etapa, é essencial pensar na proteção coletiva e individual dos colaboradores:

  • Quais são as medidas de proteção coletiva que podem ser postas em prática?
  • Quais são as medidas de proteção individuais que podem ser postas em prática?
  • Como podemos organizar de uma forma que os riscos sejam reduzidos?
  • Quais são as medidas de higiene e conforto dos colaboradores, como banheiros, vestiários, bebedouros, refeitório, lavatórios e áreas de lazer?
  • Quais são as queixas frequentes e mais comuns entre os funcionários expostos aos mesmos riscos? 
  • Existem doenças diagnosticadas? 
  • Quais são as principais causas de ausência no trabalho? 

Quando você faz perguntas como essas, consegue, além de evitar os riscos, encontrar várias soluções que vão melhorar tanto o resultado como o próprio ambiente de trabalho. 

4. Organizar as informações coletadas

Essa última etapa é para você organizar as informações que coletou e desenhar o mapa definitivo. 

Se tiver seguidos os últimos passos, seu mapa de risco terá: 

  • Grupos de risco bem definidos; 
  • A intensidade e o tipo de diferentes riscos em cada um dos ambientes;
  • As medidas preventivas necessárias para minimizar os problemas. 

Com isso, você vai conseguir sem dificuldades a aprovação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) que é a Comissão que visa a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 

O CIPA precisa sancionar o seu mapa para assegurar que ele esteja exposto em um bom lugar com um tamanho fácil de visualizar na obra. 

Leia também:

NR 5 – CIPA: o que é essa Norma Regulamentadora e qual sua importância para a construção civil? – Obra Prima

Ficou mais fácil de elaborar o seu mapa de risco? Então, fica de olho no blog para mais e siga a gente no Instagram para ficar por dentro das novidades do mundo da construção civil. 

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