Plano de rigging na construção civil: tudo o que você precisa saber

Amanda Gregio

Movimentar cargas pesadas dentro de uma obra não é uma atividade operacional complexa, que envolve engenharia, segurança, planejamento e responsabilidade legal. Por isso existe o plano de rigging. 

Esse documento pode evitar acidentes graves, reduzir custos e garantir fluidez na operação com guindastes, gruas e equipamentos de içamento.  Por isso, neste conteúdo, você vai entender o conceito, quando é obrigatório e como funciona na prática.

O que é um plano de rigging?

O plano de rigging é um documento técnico que define, de forma planejada e calculada, como uma carga será içada, movimentada e posicionada com segurança dentro de uma obra ou instalação industrial. 

Ele reúne informações sobre o peso, o centro de gravidade, os equipamentos utilizados, os cálculos de esforço, as interferências do ambiente e os procedimentos para execução. Em resumo, é o projeto da operação de içamento.

Para que serve o plano de rigging?

Um plano de rigging serve para garantir previsibilidade e controle em operações que envolvem guindastes, talhas, lingas e demais equipamentos de movimentação. 

Ele cumpre três funções fundamentais: segurança, eficiência e conformidade legal. Vejamos mais sobre elas:

Segurança

No aspecto da segurança, o plano protege vidas, elimina improvisos e reduz drasticamente o risco de tombamento, ruptura de cabos, colisões e queda de carga, que são acidentes com alto potencial de fatalidade. 

Eficiência

Em termos de eficiência, o plano evita retrabalho, reduz o tempo de operação, organiza a logística do canteiro de obras e aproveita melhor os equipamentos, o que impacta diretamente os custos. 

Conformidade legal

Já no quesito conformidade legal, ele garante que a operação siga normas de segurança, atendendo a leis trabalhistas, exigências de seguradoras, fiscalizações e auditorias.

O que a NR fala sobre plano de rigging?

No Brasil, a NR que trata de rigging é a NR-18, voltada para a indústria da construção. Ela determina que movimentações de cargas com equipamentos de guindar devem ser planejadas, analisadas e supervisionadas por profissional qualificado. 

Além disso, a NR-12 e a NR-11 complementam aspectos relacionados à segurança de máquinas e movimentação de materiais. Ou seja, não se trata apenas de uma boa prática: existem normas que respaldam e exigem planejamento formal nessas operações.

Qual a carga mínima para elaborar um plano de rigging?

A necessidade não depende apenas do peso, mas do risco envolvido. Porém, no mercado e nas auditorias, existe um consenso forte: cargas acima de duas toneladas ou operações com alto risco de interferência exigem plano de rigging. Mesmo abaixo disso, caso haja risco de tombamento, movimentação sobre pessoas ou necessidade de guindaste, também se recomenda o plano.

Quem faz plano de rigging?

Um plano de rigging deve ser elaborado por um engenheiro mecânico, civil ou de segurança com competência técnica comprovada para realizar cálculos de carga, esforços e estabilidade. 

Em operações industriais mais sensíveis, é comum envolver também rigger supervisor e operador certificado, garantindo que o que foi projetado seja realmente executado em campo.

Quando é necessário (Exemplos de risco)

O plano de rigging se torna indispensável quando a operação envolve fatores como proximidade de redes elétricas, cruzamento sobre pessoas ou vias, uso de dois guindastes em conjunto (operação tandem), cargas de geometria irregular, ambientes reduzidos, interferência com fachadas ou equipamentos fixos, ou qualquer situação em que a queda comprometa vidas, estruturas ou processos. Em obras urbanas e industriais, esse cenário é a regra, não a exceção.

O que deve conter em um plano de rigging?

O documento precisa reunir informações suficientes para que a operação seja segura, calculada e executada sem improvisos. Por isso, ele é composto por diferentes seções técnicas que se completam. Cada uma desempenha um papel específico no entendimento do que será içado, de como será içado e de quem será responsável por isso.

Dados da carga

A primeira seção trata dos dados da carga, que incluem peso, dimensões, centro de gravidade, formato e material. Essas informações definem como a carga se comporta durante a movimentação e orientam toda a seleção de equipamentos e cálculos posteriores. 

Movimentar uma peça de 800 kg não é a mesma coisa que mover uma peça de 800 kg com centro de gravidade deslocado ou formato irregular, e é por isso que essa etapa é fundamental.

Equipamentos

A segunda parte apresenta os equipamentos envolvidos na operação. Aqui entram os tipos de guindaste, talhas, lingas, cintas, manilhas, eslingas e acessórios de amarração. Além disso, são descritas capacidades, alcances, limitações e possíveis interferências do equipamento com o ambiente. 

Essa escolha não pode ser intuitiva: precisa garantir que o equipamento suporte o peso da carga e também os esforços extras gerados pelos ângulos e movimentos.

Cálculos

Na sequência, o plano traz os cálculos, que são elementos importantíssimos do documento. Eles incluem verificação de esforços, tabelas de capacidade de carga dos guindastes, fatores de segurança, ângulos e distribuição de peso. 

É por meio desses cálculos que é possível provar que a movimentação é tecnicamente viável. Sem eles, a operação se torna uma aposta e em içamento, apostas não podem existir.

Procedimentos

Depois vêm os procedimentos, que definem o passo a passo da operação. Eles descrevem como a carga será amarrada, qual será a sequência de movimentação, que área será isolada, como a comunicação será feita entre operadores e sinaleiros e que condições precisam estar garantidas durante o içamento. 

Essa parte evita improvisações e garante que todos os envolvidos falem a mesma “língua” durante a execução.

Profissionais

Por fim, todo plano precisa identificar os profissionais responsáveis. Isso inclui quem elaborou o plano, quem supervisiona a operação, quem opera o guindaste, quem sinaliza e quem libera a área. Cada função exige formação, treinamento ou certificação específica dependendo da operação. 

Essa identificação distribui responsabilidades e garante que a execução seja feita por pessoas competentes, evitando falhas humanas que poderiam gerar acidentes graves.

Como o Obra Prima pode ajudar?

Um plano de rigging precisa conversar com o cronograma de obras, logística, fornecedores, segurança do trabalho e análise de riscos. Isso significa que ele é parte do planejamento de obra, não apenas um documento solto. É justamente aí que a tecnologia faz diferença.

Com o Obra Prima, a equipe organiza documentos técnicos, registra responsabilidades, vincula procedimentos ao cronograma e centraliza informações de obra em um único ambiente. 

Isso dá rastreabilidade, reduz falhas de comunicação e profissionaliza processos que antes dependiam de papel, PDFs soltos ou WhatsApp. Para construtoras, empreiteiros e gestores que lidam com içamento e movimentação de cargas, a plataforma ajuda a transformar informação em segurança operacional e previsibilidade.

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