Grua: o que é, como funciona, importância, benefícios e normas

Amanda Gregio

As gruas se tornaram símbolos da modernização dos canteiros de obras. Presentes em empreendimentos de médio e grande porte, elas são essenciais para elevar materiais, otimizar o tempo e garantir eficiência operacional.

Mas, para tirar o máximo proveito desse equipamento, é preciso entender seu funcionamento, os tipos existentes e as normas que garantem uma operação segura.

Neste conteúdo, você vai descobrir como as gruas transformam a produtividade na construção civil e como integrá-las ao seu planejamento com o apoio do Obra Prima.

O que é uma grua? 

As gruas na construção civil são equipamentos de elevação de cargas, fundamentais em canteiros de obras. Através de um sistema de cabos e polias, ela é capaz de içar e movimentar cargas pesadas com segurança e precisão. 

Afinal, a função das gruas na construção civil é a elevação e transporte de equipamentos e materiais pesados em um canteiro de obras. 

Isso inclui insumos como maquinário pesado, aço, concreto e até mesmo outros suprimentos. Ela permite a movimentação de materiais com rapidez e eficiência, diminuindo a necessidade de mão de obra manual e aumentando o ritmo da construção.

Como funciona o mecanismo de uma grua?

O funcionamento da grua combina engenharia mecânica e controle eletrônico. Ela utiliza motores elétricos ou hidráulicos para movimentar a lança e o carro de carga, controlados por um operador posicionado em cabine ou remotamente. O contrapeso garante estabilidade, enquanto sensores monitoram sobrecargas, ventos e limites de segurança.

A operação deve seguir um plano de içamento detalhado, definindo o peso máximo de cada carga e o raio de alcance permitido. Assim, evita-se o desequilíbrio da estrutura e assegura-se a integridade da equipe e do equipamento.

Qual é a diferença entre grua e guindaste?

Apesar de parecidos, grua e guindaste têm funções e aplicações distintas. A grua é fixa ou semi-fixa, ideal para obras com movimentações repetitivas e grande alcance horizontal. Já o guindaste é móvel, montado sobre rodas ou esteiras, sendo indicado para içamentos pontuais, montagem de estruturas e movimentação externa.

Enquanto a grua oferece eficiência contínua no canteiro, o guindaste proporciona mobilidade e versatilidade em diferentes etapas da obra.

Tipos de gruas 

Existem diversos tipos de gruas, cada uma adequada para um modelo específico de obra ou necessidade, entre as mais comuns podemos destacar as três seguintes:

Gruas fixas

Indica-se as gruas para obras de pequeno e médio porte. Normalmente do lado de fora da edificação, presa sobre uma base de concreto junto à estrutura da construção. Então, quando essa lança permite fazer o movimento vertical, há uma maior flexibilidade no transporte de cargas. E uma vantagem é que ela pode atender mais de um edifício por vez.

Grua móvel

Esse é o equipamento mais incomum no canteiro de obras. Afinal, conta com uma torre apoiada sobre uma base metálica capaz de se deslocar por trilhos, cobrindo uma maior área horizontal.  

Desenvolvida para construções com um acesso mais difícil de equipamentos ou pouco espaço, esse modelo não precisa do auxílio de guindaste para a desmontagem, uma vez que tem seu próprio sistema.

Gruas ascensionais

Instala-se e fixa-se o equipamento normalmente na torre, no poço do elevador, amarrando-o à laje com gravatas e elevando-o com o sistema hidráulico. 

Afinal, projetaram para serem ideais em empreendimentos como edifícios, especialmente quando há pouco espaço no canteiro de obras. A grua possui maior capacidade de carga e oferece uma melhor produtividade e desenvoltura na realização de construção, porque ocupa pouco espaço, acompanha o desenvolvimento da obra e traz mais segurança e rapidez para a logística.

Grua: qual é a importância para a construção civil?

A grua representa agilidade, precisão e eficiência, permitindo que o transporte de materiais aconteça de forma contínua e controlada, o que impacta diretamente no cronograma de obras e no custo da construção.

Em um projeto bem planejado, a grua atua como centro logístico da obra, garantindo que o fluxo de materiais chegue exatamente onde e quando é necessário. Sem ela, equipes inteiras precisariam ser deslocadas constantemente, o que geraria atrasos, fadiga e riscos de acidentes.

A importância da grua também está na redução do esforço físico dos trabalhadores e no aumento da segurança operacional. Com menos movimentação manual e mais controle mecânico, diminuem-se as chances de quedas, sobrecargas e acidentes com transporte de materiais pesados.

Ao automatizar parte do processo logístico, a grua também aumenta a produtividade global da obra, permitindo que mais atividades ocorram simultaneamente, um fator importante em empreendimentos de alto padrão e prazos curtos.

Função

A função principal da grua é elevar, movimentar e posicionar materiais pesados em locais de difícil acesso dentro do canteiro de obras. Ela substitui o transporte manual e reduz a necessidade de equipamentos menores, atuando como um eixo central de movimentação vertical e horizontal. Essa automação traz ganhos expressivos em produtividade, segurança e eficiência operacional.

Benefícios

Entre os principais benefícios, destacam-se a redução de tempo nas etapas construtivas, o melhor aproveitamento da mão de obra e o controle mais preciso sobre o fluxo de materiais. Com o uso da grua, é possível atender diferentes frentes de trabalho ao mesmo tempo, por exemplo, enquanto o concreto é içado para a laje, o aço e os blocos podem ser posicionados em outros níveis da estrutura.

Composição

A composição de uma grua inclui quatro partes fundamentais:

  • Base (fixa ou móvel), que garante estabilidade e sustentação;
  • Torre vertical, responsável pela altura e sustentação do conjunto;
  • Lança (ou braço), que faz o movimento horizontal de alcance;
  • Contrapeso, que equilibra o peso da carga transportada.

Capacidade

Quanto à capacidade, as gruas podem içar desde pequenas cargas de alguns quilos até blocos de concreto e vigas metálicas de várias toneladas. A capacidade varia conforme o modelo, o comprimento da lança e o raio de alcance, fatores que devem ser cuidadosamente dimensionados durante o planejamento da obra.

Aumento da produtividade no canteiro de obras com as gruas

Como já mencionamos anteriormente, as gruas revolucionaram a logística dos canteiros de obras ao eliminar gargalos na movimentação de materiais e permitir que diferentes frentes trabalhem de forma sincronizada.

Quando bem utilizadas e integradas ao planejamento do projeto, elas se tornam uma das principais aliadas da produtividade, reduzindo o tempo de execução e melhorando a eficiência do uso de recursos humanos e materiais.

A seguir, veja como o uso estratégico das gruas impacta diretamente o ritmo e os resultados das construções:

Movimentação de materiais e insumos

Com a grua, o transporte de materiais pesados como blocos, concretos, ferragens e fôrmas, deixa de depender de força manual ou equipamentos limitados. O içamento vertical e horizontal agiliza o abastecimento dos pavimentos, reduz o deslocamento de trabalhadores e mantém o fluxo contínuo de produção. A precisão dos movimentos também evita danos aos insumos e retrabalhos, contribuindo para um canteiro mais seguro e organizado.

Montagem de estruturas

Durante a montagem de estruturas metálicas, pré-moldadas ou grandes elementos de concreto, a grua é indispensável. Ela permite posicionar peças com exatidão milimétrica, garantindo o alinhamento e a estabilidade da obra. Com planejamento adequado, é possível coordenar as equipes de solo e altura de modo sincronizado, acelerando a montagem e reduzindo o tempo de parada entre etapas construtivas.

Otimização do tempo e alcance de grandes distâncias 

Uma das maiores vantagens da grua é a capacidade de cobrir grandes áreas de trabalho sem deslocamento físico do equipamento. Isso permite atender diferentes zonas do canteiro a partir de um único ponto, otimizando tempo e recursos.

Com o controle remoto ou automatizado, o operador pode executar várias movimentações consecutivas com segurança, o que aumenta o rendimento diário e reduz custos operacionais.

Em grandes obras, a grua também diminui a necessidade de múltiplos equipamentos, evitando congestionamento e sobreposição de tarefas dentro do canteiro.

Suporte logístico

Além do transporte de materiais, a grua atua como parte fundamental da logística integrada da obra. Ela facilita o descarregamento de caminhões, a distribuição de insumos para diferentes pavimentos e a movimentação de equipamentos pesados, como betoneiras e containers.

Quando o uso da grua é planejado em conjunto com o cronograma e o layout do canteiro, os deslocamentos se tornam mais eficientes, e o gestor ganha visão total sobre o fluxo de materiais.

Grua: normas técnicas e regulamentadoras

A operação de gruas na construção civil é regida por um conjunto rigoroso de normas  regulamentadoras e técnicas e de segurança, fundamentais para evitar acidentes e garantir o bom desempenho do equipamento.

No Brasil, o principal marco legal é a Norma Regulamentadora NR-18, que trata das condições e do meio ambiente de trabalho na indústria da construção. Ela estabelece requisitos específicos sobre instalação, operação, manutenção e desmontagem de gruas, além de determinar responsabilidades do empregador e do operador.

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também define padrões complementares, como a NBR 8400, que estabelece os critérios de cálculo para dispositivos de içamento, e a NBR 14768, que trata da segurança em equipamentos de elevação. 

Outro ponto importante é a capacitação profissional. O operador de grua deve possuir treinamento específico, conforme as diretrizes da NR-11 (Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais), além de exames médicos regulares e autorização formal para operar. 

Já a empresa é responsável por garantir a manutenção preventiva e corretiva, registrar os relatórios de inspeção e manter a documentação técnica atualizada.

Normas de segurança para operação de grua

Esses equipamentos, por lidarem com grandes cargas e alturas elevadas, exigem protocolos rigorosos de prevenção para evitar acidentes e garantir a integridade dos trabalhadores e das estruturas.

Entre as principais normas de segurança, destaca-se a obrigatoriedade de inspeções diárias antes do início das atividades.  O operador e o técnico responsável devem verificar o estado dos cabos de aço, ganchos, freios, trilhos e sistemas elétricos, registrando tudo em um checklist de operação.

A instalação da grua também precisa seguir um projeto técnico aprovado por engenheiro habilitado, que garanta estabilidade da base, nivelamento e correta fixação dos contrapesos. Durante a operação, deve-se manter um perímetro de segurança isolado, proibindo a circulação de pessoas não autorizadas sob a área de movimentação de carga.

Também é fundamental respeitar a capacidade máxima de carga indicada pelo fabricante, sem exceções, qualquer sobrepeso aumenta o risco de tombamento e danos estruturais.

Como evitar acidentes com gruas?

A prevenção de acidentes é primordial na operação com esses maquinários. Alguns cuidados que precisam ser observados são, por exemplo: 

  • Fazer inspeções regularmente para encontrar e corrigir quaisquer defeitos ou desgastes na grua;
  • Manter sempre as zonas de exclusão claramente sinalizadas e demarcadas para evitar que veículos ou pessoas entrem na área da grua;
  • Nunca operar em condições meteorológicas adversas, como chuvas intensas, ventos fortes ou tempestades elétricas;
  • Nunca exceder a capacidade de carga indicada pelo fabricante;
  • Garante cargas seguras antes de serem levantadas. 

Como escolher a grua certa para um projeto de construção?

A escolha ideal depende do tipo de obra, espaço disponível e altura necessária.
Em edifícios altos, as gruas fixas ou ascensionais são as mais adequadas; em obras horizontais ou industriais, as móveis oferecem mais flexibilidade.

O engenheiro deve considerar peso máximo, raio de alcance e restrições do terreno antes de definir o modelo. Gruas modernas, com sensores e sistemas automáticos, podem exigir maior investimento inicial, mas entregam melhor desempenho e menor custo operacional.

Experimente o Obra Prima

Gerenciar o uso de gruas, cronogramas e equipes exige visão e controle em tempo real.

Com o Obra Prima, construtoras e empreiteiras centralizam informações de custos, medições, documentos e equipamentos em uma única plataforma.

O sistema oferece relatórios inteligentes, dashboards e alertas automáticos, permitindo decisões rápidas e baseadas em dados. Isso significa menos desperdício, mais produtividade e total visibilidade sobre o andamento da obra.

Se você quer transformar a eficiência do seu canteiro e alcançar resultados previsíveis, experimente o Obra Prima. Agende uma demonstração gratuita e veja como a tecnologia pode simplificar sua rotina e impulsionar o crescimento da sua construtora.

Pesquisar matéria

Quer transformar sua gestão de obras?

Experimente o sistema Obra Prima!